03 abril 2016

Barbados | Roteiro de uma semana pela ilha que mistura organização britânica com a descontração caribenha

A Rafaela, esteve recentemente, com o marido e a filha Lívia de 12 anos,  em Barbados, um dos destinos que anda no topo da minha lista de desejos. Ela fez um relato muito completo sobre o dia a dia deles na ilha e eu aproveitei para convidá-la a participar da nossa tag "Viajando com Leitores". Com vocês o roteiro de uma semana da família Matsuoka.

"Viajamos para Barbados no mês de março de 2016, com o voo da Gol, que parte de Guarulhos aos sábados e retorna ao Brasil aos domingos. Portanto, quem viaja de Gol, obrigatoriamente, passará 8 noites na ilha. 

O voo |
Como moramos no interior de São Paulo, deixamos a nossa cidade  às 4 da manhã. Estacionamos o carro no Airport Park e fomos para o aeroporto. Fizemos o check-in na Gol e depois fomos pra sala vip da Smiles. Sala bem fraquinha, mas com wifi, algumas coisinhas pra comer e beber.
O voo atrasou um pouco, mas nada que comprometesse a chegada à Barbados.
A surpresa ficou realmente por conta do voo e do atendimento. Muito bom, e bem melhor do que os relatos que li na internet. Ficamos na fileira 6, e a comissária nos disse, que até a fileira 7, o espaço entre as poltronas era maior, mas só fazia parte da classe confort, os assentos até a fileira 4. Portanto, a única diferença, seria a alimentação, e o fato da poltrona do meio não ser bloqueada.

Uma hora e meia depois da decolagem, serviram o almoço. Eu e o marido fomos de massa e a Lívia de frango. Até que estava bem saboroso. E de sobremesa, ainda serviram um brigadeiro mole, mas que também estava comível. O voo é curto, 5h40min, e faltando uma hora pra chegar, ainda serviram um lanche frio de queijo e presento.
Tivemos alguns avisos de turbulência, mas foi bem tranquilo. Todos nós conseguimos dormir e descansar, e o fato de não ter entretenimento, como o voo era curto, não nos fez falta.

Dia 01: 
Chegamos em Barbados e fomos pra Imigração, onde eles pedem o cartão de vacinação de febre amarela, que é obrigatório. A imigração até que foi bem rigorosa, pedindo reserva de hotel, voo de volta, quantos dias iríamos ficar... padrão inglês, já que Barbados foi colonizado pelos ingleses.
Pegamos um táxi até o hotel – South Beach Hotel - 50 dólares barbadianos ou 25 dólares americanos.
Deixamos as malas no quarto, e já fomos até o mercado ao lado, comprar água para levarmos a praia.
Jantamos um restaurante perto do hotel, chamado Bubbas. O preço, como de todos os restaurantes da ilha, são altos.
Dia 02: Nossa intenção era ficar na Rockley Becah, praia bem em frente ao hotel onde estávamos hospedados, mas quando saímos, percebemos que não era muito calma. Seguimos pelo Boardwalk, que começa bem perto do nosso hotel, uma espécie de calçadão à beira mar com mais de 2 km de extensão.
Fomos andando, andando e nada de acharmos uma praia calma. Andamos tanto, que chegamos na praia do Hilton Hotel. Ali, perguntei sobre uma praia calma, e o funcionário me orientou à atravessar por dentro do hotel, para chegar ao outro lado, na famosa Peeble Beach. Mesmo assim, não achamos muito calma, e continuamos a andar.. ai sim... chegamos em Brownes Beach.. praia calma, sem ondas, uma piscina. Alugamos duas cadeiras e um guarda sol por 15 dólares. Ficamos no Harbour Lights e ali nós também almoçamos.

Aproveitamos a praia até por volta das 4 horas, e depois pegamos um táxi pra voltar pro hotel.. não me lembro, mas acho que pagamos 15 dólares.

À noites, tínhamos reserva no Tapas, um restaurante perto do hotel, no Boardwalk.
Dia 03: Tomamos café da manhã e fomos andando até Worthing Beach, e no caminho, descobrimos o Dutty Free e um supermercado maior.
A praia é mais tranquila, mas tem algumas ondas sim... porém, ali, tivemos a grata surpresa, de podermos ver as tartarugas nadando. Eram várias... apareciam durante todo dia.. aqui vimos mais tartarugas, do que no dia que fomos fazer o passeio de barco, exclusivamente pra ver as tartarugas.

Lívia que estava toda empolgada com o mergulho com as tartarugas, mas depois ficou com medo, pois como elas ficavam bem rente ao chão, tinha medo de pisar e ser mordida por uma delas.

Nessa praia a cadeira e o guarda sol custaram 10 dólares. Almoçamos também em um quiosque da praia. Nossos almoços na praia se resumiram a hambúrguer e batata frita, pois não tenho coragem de arriscar um peixe.
Voltamos a pé para o hotel, e passamos pelo supermercado e pelo Dutty Free.
A noite, fomos pra Oisting, uma feira de comidas típicas, que funciona num local onde durante o dia é o mercado de peixe. Comemos flying fish com macarron pie.. muito bom, mas no dia seguinte eu e o meu marido acordamos com a boca inchada.. acho que foi a pimenta.
A aventura se deu, quando decidimos ir de van até a feira. É o transporte mais barato da ilha: 1 dólar. Só que as vans estão sempre lotadas, e os cobradores insistem em colocar mais pessoas. Era uma farra.  
Dia 04: O tempo amanheceu cinzento e estava chovendo um pouco. Resolvemos então, ir até a capital da ilha, Bridgetown, para conhecer. Fomos de van, é claro, economia em primeiro lugar. Andamos pelo centro, passamos pelo Parliament e fomos até a Boad St, rua onde existem os Dutty Free. Entramos no maior deles, mas não compramos nada. Tudo bem acima do preço dos USA.

Encontramos uma espécie de píer, com alguns restaurantes, que recebem o pessoal vindo dos cruzeiros. Almoçamos por ali. Sei que esses restaurantes são meio pega-turistas, mas pelo menos pareciam limpos e a comida era normal, sem pimenta.Voltamos para o hotel, após o almoço. 
O tempo melhorou e resolvemos conhecer a praia em frente ao hotel. Nem alugamos cadeira, ficamos ali na toalha, na sombra das árvores. A praia realmente é bem mais agitada, mas deu pra aproveitar também.

A noite, fomos até St Lawrence Gap, uma rua com vários restaurantes. Tínhamos reserva no restaurante Beach One, e valeu muito a pena. Só o preço que ficou bem salgado - 130 dólares, para três pessoas. Passeamos pela rua, vimos algumas barraquinhas de artesanato, mas nada muito diferente e acessível.
Dia 05: Segundo minhas pesquisas, Dover Beach também seria uma praia boa para nadar com snorkel, que a Livia adora. Pegamos uma van até St Lawrence e depois seguimos a pé até a praia.
Pagamos 10 dólares no aluguel das cadeiras. Porém, a praia estava tranquila só pela manhã. A tarde, o mar ficou muito agitado, mas mesmo assim, ficamos por lá, apreciando as ondas.

Voltamos para o hotel, e à noite jantamos no restaurante do hotel mesmo, o que foi bem agradável, pois fica em volta das piscina, e a comida também estava muito boa. Eu havia feito uma reserva no Champers, um dos restaurantes mais badalados de Barbados, mas como já tínhamos deixado as calças no jantar do Beach One, resolvemos abortar a missão..kkkk
Dia 06: Livia quis voltar pra Brownes Beach, já que essa foi a sua praia preferida. Dessa vez, a van estava incrivelmente lotada...kkk... 21 pessoas... Livia no meu colo, marido sentado de costas, apoiado praticamente numa perna só... uma aventura.

A barraca que tínhamos ficado estava fechada, e achamos um outro rapaz que também alugava as cadeiras,  até mais barato, 10 dólares.
O mar estava tranquilíssimo, e eu e o marido conseguimos até fazer um treino de natação. Parecia uma piscina mesmo. Almoçamos num trailer, indicado pelo cara que aluga as cadeiras. Estava tudo muito bom e extremamente barato. Dois lanches com batata frita e um refrigerante, 11 dólares.
Voltamos para o hotel no final da tarde, e aproveitamos pra comprar umas lembrancinhas numa loja por perto.
A noite, voltamos para St Lawrence, mas estávamos sem reservas, e só conseguimos um restaurante, bem sem graça, com um comida mais ou menos e ainda pagamos 62 dólares. Claro que esse não valeu a pena.
Dia 07: Lívia queria muito fazer SUP, mas ventou muito durante toda semana, o que dificultou a atividade. Queríamos fazer uma city tour, mas estavam cobrando caríssimo – cancelamos também. Também tem uma caverna por lá, queríamos conhecer, mas a exploração da caverna era feita em trenzinhos... muita tecnologia pro nosso gosto – cancelamos também.
O único passeio que fizemos, foi o Tiami, um barco, que faz três paradas pra mergulho, uma parada para banho e tem almoço e bebidas incluídas. 



O passeio é bem legal e as paradas são excelentes, mas a principal atração é o mergulho com as tartarugas... e durante todo o passeio, só conseguimos ver duas tartarugas. Em Worthing Beach, onde tínhamos mergulhados dias antes, vimos muito mais... mas mesmo assim valeu a pena, pois a segunda parada, é muito bonita, com vários peixes e corais.
A noite, reservei o restaurante  Tapas novamente, pois foi um restaurante que gostamos muito.
Dia 08: Como seria o último dia, queríamos aproveitar um pouco de cada praia, das que mais gostamos.
Pela manhã fomos pra Worthing Beach, que foi a preferida minha e do marido, por causa das tartarugas. Ficamos um tempão mergulhando com algumas delas. Nos rendeu ótimas fotos. Lívia ficou na areia, só observando. Como íamos ficar só até a hora do almoço aqui, não alugamos o guarda sol, só duas cadeiras, e então, o valor foi 6 dólares.

Depois foi a vez de irmos na praia preferida da Lívia, a Brownes Beach, e passamos a tarde por lá. Almoçamos novamente no mesmo trailer... os dois comeram cachorro quente, que segundo o marido foi o melhor que já comeu até hoje e eu comi um pão com queijo quente, que também estava ótimo.
A noite, fomos pra St Lawrence, e jantamos no restaurante Castway. A vista é bem legal. E como ficamos no segundo andar, foi perfeito.
Voltamos pro hotel, para arrumar as malas, ou melhor, só colocar as coisas dentro das malas, pois nem havia o que arrumar. Foi uma viagem para curtir e descansar, e não teve nenhuma compra.
Dia 09: Tomamos café da manhã no hotel, e combinamos com uma outra família de brasileiros, de reservarmos uma van, para nos levar ao aeroporto, o que ficou bem mais em conta: 20 dólares.
Fizemos o check in, uma voltinha no aeroporto, que é até bem simpático, e logo embarcamos de volta ao Brasil
Hotel |
Ficamos hospedados no South Beach Hotel, na praia de Accra, no sul de Barbados.
Quando chegamos no hotel, fomos recebidos com drinks de boas vindas e funcionários muito cordiais.
O quarto era bastante confortável, com cozinha completa e o hotel ficava a uma curta distância de vários restaurantes, além de ter seu próprio restaurante.





O café da manhã que achamos fraco: pão de forma, algumas frutas, sucrilhos, gororobas americanas, chá, café e leite. Alguns dias fizeram um bolo ( ou uma tentativa de bolo.. todos bem duros e sem gosto). Como havia uma cozinha completa no quarto, daria para comprarmos algumas coisas e tomarmos o nosso café da manha, mas mesmo assim, tomávamos café da manhã no hotel e depois saíamos pra praia. Para reservar o hotel e verificar disponibilidade e tarifas para os eu período, clique aqui.
Dicas |
# Não há necessidade de visto para entrar no país, mas existe obrigatoriedade da vacina da febre amarela. Não esqueça a sua carteira de vacinação internacional.
# A moeda oficial é o dólar barbadiano, sendo que BD$ 2,00 equivale a U$ 1,00. Os preços que especifiquei no post já são em dólares americanos.
# O país está fora da rota de furacões
# Não é preciso trocar dinheiro, pois todos os lugares aceitavam dólares americanos. O que aocntecia é que o troco era dado em dólares barbadianos.
# Como eu já comentei no roteiro, para circular pela ilha, existem vans que cobram $ 1 dólar e circulam por todos lugares. Já os táxis seguem uma tabela de preço fixo por distância."

Obrigada Rafa, pelo detalhado relato. A tag "Viajando com os leitores" está sempre de portas abertas para a sua família viajante. Voltem sempre! 
Se você também tiver dicas para compartilhar, deixe aqui nos comentários ou nos escreva para participar da tag Viajando com os leitores.
Outro post sobre Barbados:
* Barbados com criança
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12 comentários:

  1. Olha só, não sabia que Barbados ficava tão próximo! Geografia zero pra mim....rs e outra coisa, sendo Caribe a chance de ser ótimo é de 90% e , o fato de não ser rota de furacão ajuda muito. México vive sofrendo com essas mudanças climáticas! Muito bom! Saludos.

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  2. Adivinha quem acordou com vontade de estar em um paraíso desses hoje?? Sim, eu mesma!!!
    Adorei o roteiro!! Muito bom e detalhado o relato!!! Bjs

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  3. Cada vez que leio sobre Barbados fico me perguntando porque ainda não fomos!!!
    Adorei!

    Beijo

    Clau Bins
    @AsPasseadeiras

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  4. Gente, cada foto de tirar o fôlego! Eu andei namorando Barbados por uns tempos, mas acabei deixando o destino pra lá. Deu aquela pontinha (pontona, rs) de vontade de ir! Olha a cor dessa água? A fauna? Os passeios? Adorei! Mas preciso ir urgente atrás da minha vacina de febre amarela, não tenho o certificado ainda! Bjs!

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    1. Melhor deixar a vacina da febre amarela prontinha para quando aparecer alguma oportunidade.
      Beijos

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  5. Amei o post e anotei todas as dicas!
    Barbados também está na minha wishlist, mas esses destinos de praia não entram na wish do maridão, já que ele não curte praia (ele tem muita sensibilidade ao sol, então é sempre motivo de preocupação, muitos cuidados extras), então sempre demora mais pra irmos pq envolve toda uma negociação rsrsrs

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    1. Simone,
      Está aí uma oportunidade para uma viagem só de meninas. Que tal?

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  6. Que delícia essas praias !Água transparente ,tartarugas e peixinhos, não dá vontade de sair.Muito bom esse passeio !

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    1. Lindo, não é? As fotos das tartarugas me encantaram.
      Beijos

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